"Um dia nunca será mais do que o que você faz dele. Pratique ser um realizador! " (Josh Hinds)
 
Notícias Anteriores:
Dia
Mês
Ano
Categoria

 

Mato Grosso, Sexta-Feira, 10 de Setembro de 2010

Partidos tentam conter dividas
Em meio aos preparativos para lançar seus candidatos ao Palácio do Planalto, os partidos que planejam entrar na corrida presidencial deste ano decidiram pôr as finanças em ordem. O plano é reduzir ao máximo as dívidas - zerá-las, se possível - para evitar que o rombo nos cofres ganhe proporções ainda maiores após a eleição.

PT e PSDB encerraram a última campanha presidencial, em 2006, no vermelho. Petistas, que já contabilizavam um saldo negativo de R$ 40 milhões, viram o buraco crescer R$ 9,8 milhões com débitos deixados pela campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já os tucanos, que naquele ano lançaram o atual secretário paulista de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, saíram com R$ 19,9 milhões em dívidas.

Mais de três anos depois, o PT listará em sua próxima prestação de contas à Justiça Eleitoral uma dívida de R$ 36 milhões, referente ao exercício de 2009. O número é bem menor que os R$ 55 milhões herdados da gestão do ex-tesoureiro Delúbio Soares, que comandou as finanças petistas até ser expulso da sigla, após o escândalo do mensalão.

Já o PSDB conseguiu baixar seu endividamento para cerca de R$ 4 milhões. Em 2009, o partido zerou os débitos ainda pendentes da disputa presidencial de 2002 e acertou as contas com os fornecedores da campanha de 2006 - com exceção de um deles. "Estamos em negociações em relação ao valor e nossa expectativa é de chegar a um acordo logo", disse Eduardo Jorge Caldas, vice-presidente nacional do PSDB, responsável pelas finanças da legenda.

Ajuda "Possível" - O sucessor de Delúbio no PT, Paulo Ferreira, já avisou a instâncias regionais que o Diretório Nacional não vai sacrificar as contas partidárias em nome do desempenho nas eleições. O auxílio financeiro para a campanha de deputados virá apenas "na medida do possível".

"O Diretório Nacional não vai se endividar ainda mais por causa das eleições. Nós já sofremos o bastante", disse Ferreira, que entrega o cargo nesta semana para disputar um mandato na Câmara. Pelas previsões, ele deve ser substituído por João Vaccari Neto, presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

Ferreira admite que o rombo nas finanças ainda é grande, mas alega que os débitos foram renegociados e hoje cabem na capacidade de pagamento do partido. "A dívida existe, está sendo paga e já não impede o funcionamento do partido."

A herança de Delúbio ainda compõe a dívida do PT. Empréstimos contraídos junto aos bancos BMG e Rural correspondem a débitos de R$ 3,6 milhões e R$ 4,5 milhões, respectivamente. Ainda assim, a maior fatia da dívida se refere a outra eleição. São R$ 14 milhões devidos à Coteminas, empresa do vice-presidente José Alencar, pela compra de camisetas para a campanha de 2002.

PSB E PV - O PSB, que contra a vontade de Lula ainda insiste em lançar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao Planalto, não possui dívidas significativas e tem seu balanço financeiro equilibrado, de acordo com o deputado Márcio França (SP), tesoureiro da legenda. Mais do que isso, ele afirma que já tem uma reserva para ajudar candidatos na eleição para o Legislativo, de aproximadamente de R$ 1 milhão.

O plano é aproveitar a corrida eleitoral para reforçar o caixa. O PSB quer impulsionar a votação de candidatos a deputado para engordar a fatia a que tem direito no Fundo Partidário. Os recursos desse fundo são divididos entre todos os partidos de acordo com a votação de cada um nas eleições para a Câmara. Atualmente, segundo o tesoureiro, entram cerca de R$ 800 mil ao mês no cofre da sigla em repasses do fundo e contribuições de filiados.

Para motivar as instâncias regionais a ampliar a votação para a Câmara, a sigla criou um critério específico para a distribuição das receitas. A regra prevê que 40% da verba deve ir para os diretórios estaduais. No caso do PSB, um terço desse montante é dividido igualmente entre essas instâncias. Os dois terços restantes são distribuídos conforme a votação de cada Estado na eleição para a Câmara. "É uma maneira de aumentar nossa cota do fundo", justificou França.

O PV, que disputará uma eleição presidencial pela primeira vez com a senadora Marina Silva (AC) como candidata, tem contas "modestas, mas equilibradas", afirmou Alfredo Sirkis, vice-presidente da legenda. Em 2008, a legenda admitiu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter feito gastos irregulares com recursos do Fundo Partidário e teve de devolver R$ 94 mil aos cofres da União.
Em 17/02/2010 às 09:51:46 - por Redação/Ag.Estado
Mais Notícias
Busca
Entrevistas On-line (em áudio)
Mato Grosso On-line
Enquete
Não há nenhuma enquete ativa no momento!
Imagem do Dia
TV
 
 
Página Principal Entrar em Contato